Mostrando postagens com marcador Especial Velhas-Guardas. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Especial Velhas-Guardas. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 28 de março de 2012

Especial Velhas-Guardas: Carlos Cachaça

Vamos dar continuidade ao especial sobre compositores das velhas-guardas das escolas mais importantes, ainda com a Mangueira e um de seus fundadores.

Carlos Moreira de Castro, mais conhecido como Carlos Cachaça, nascido e criado no Morro da Mangueira veio ao mundo em 03/08 /1902, e foi cantor e compositor gravado por artistas como Paulinho da Viola e Aracy de Almeida.

O pseudônimo "Cachaça" surgiu em uma das reuniões na casa do tenente Couto (do Corpo de Bombeiros), na qual estavam presentes três Carlos. Para diferenciá-lo, o anfitrião sugeriu "Cachaça", bebida preferida do compositor, na época com 17 anos.

Em 1922, conheceu Cartola, com quem mais tarde comporia diversos clássicos como
“Não Quero Mais Amar a Ninguém”, "Quem Me Vê Sorrindo" .

Em 1925, junto com Cartola, Marcelino José Claudino, Francisco Ribeiro e Saturnino Gonçalves, fundou o Bloco dos Arengueiros, que mais tarde deu origem à Escola de Samba Estação Primeira de Mangueira, da qual também foi um dos fundadores, participando de todas as reuniões preliminares sem, contudo, comparecer à reunião de fundação por estar de serviço.

No carnaval de 1929, a Mangueira desfilou com um de seus sambas em parceria com Cartola “Chega de Demanda”, ficando em 2° lugar.

Em 1932 a escola chegou ao seu 1° título com o samba "Pudesse meu ideal", feito em outra parceria com Cartola. No ano seguinte, 1933, a Mangueira desfilou com outro samba de sua autoria, "Homenagem", que se tornou o primeiro samba-enredo a mencionar personagens da História do Brasil.

Apesar de não estar no patamar dos grandes mestres do samba, em 1976 gravou seu único disco, tendo assinado todas as músicas com seu parceiro mais constante, Cartola.

Em 1998, antes de falecer, fez seu último desfile pela Mangueira. Já debilitado em uma cadeira de rodas, presenciou a escola sagrar-se campeã com o enredo "Chico Buarque da Mangueira", desfilando ao lado do homenageado, que o beijou repetidas vezes.

Cachaça era o único fundador vivo da Mangueira até então, e faleceu em 16 de agosto de 1999.


Link Download CD: http://www.4shared.com/zip/QlsROY8K/Carlos_Cachaa_-_1976.htm


Fontes: 
Dicionário de Música Cravo Albin
Documentário "Fala Mangueira!"

sábado, 24 de março de 2012

Especial Velhas-Guardas: Xangô da Mangueira


Vamos começar aqui uma série sobre compositores das velhas-guardas das principais escolas de samba do Rio de Janeiro. Para começar, ninguém melhor que o grande Xangô, que levou a Mangueira a sete títulos do carnaval.

***


Olivério Ferreira, conhecido como Xangô da Mangueira, era mestre do partido-alto, jongueiro, calangueiro, improvisador e versador.


Nasceu no bairro do Estácio, segundo alguns pesquisadores, e no bairro do Rio Comprido, segundo outros. Nos anos 30, foi próximo de Paulo da Portela, um dos fundadores da escola, mas em 1939, aos 16 anos de idade, ingressou no Grêmio Recreativo e Estação Primeira de Mangueira, após ter passado em um teste de improvisador. Lá atuou como diretor de harmonia e integrante da ala dos compositores. Até 1951, foi o puxador oficial de sambas-enredo da escola, passando depois o posto a Jamelão. A Mangueira foi sete vezes campeã do carnaval carioca sob sua direção.

Embora tenha uma obra comparável a de personagens como Cartola e Nelson Cavaquinho, ele ainda não penetrou naqueles círculos de admiração nos quais artistas populares são "descobertos" por setores intelectuais de classe média. Mesmo que seu trabalho seja, há muito, reconhecido aos bem entendidos de samba, não é muito lembrado para uma outra parte do público que aprecia o samba de raiz e o partido-alto (nem os que se dizem mangueirenses de coração). A carreira em disco, iniciada nos anos 70, nunca foi tão bem-sucedida quanto, por exemplo, a de Martinho da Vila, cuja influência de Xangô é visível em vários sambas e calangos. Mesmo não tendo o devido reconhecimento, a obra musical de Xangô reúne cerca de 150 composições, muitas gravadas por ele mesmo em um compacto e em quatro discos lançados somente em vinil nos anos 70 e começo dos anos 80. Além de seus próprios discos, existem ainda as várias participações em coletâneas e tributos a outros artistas.

Autor de obras como “Mulher da Melhor Qualidade”, “Se o Pagode É Partido”, “Quando Eu Vim de Minas” e “Moro na Roça”, em 1991 integrou a nova formação da Velha-Guarda da Mangueira. Neste mesmo ano, participou do show de lançamento do grupo na boate People, no Rio de Janeiro, que teve como madrinha Beth Carvalho.

Veio a falecer em 7/1/2009, às vésperas de seu aniversário de 86 anos, no hospital do Irajá.



Link para download do disco de Xangô da Mangueira: 


Fonte: Dicionário Cravo Albin de música